Vesting
Resumindo O vesting bloqueia tokens de equipes e investidores, liberando-os gradualmente ao longo do tempo em vez de tudo de uma vez.
O vesting é um cronograma que define quando tokens alocados ficam disponíveis para seus detentores. Membros da equipe, advisors, investidores privados e, às vezes, compradores de pré-vendas recebem tokens que começam bloqueados e são liberados em parcelas ao longo de meses ou anos. O objetivo principal é impedir que insiders liquidem toda a alocação assim que as negociações começam.
A maioria dos cronogramas combina um cliff com liberação linear. Uma estrutura típica envolve 12 meses de cliff — período em que nada é liberado —, seguidos por destravamentos mensais ou bloco a bloco pelos 24 a 36 meses seguintes. Alguns modelos liberam uma porcentagem no Token Generation Event (TGE) e colocam o restante em vesting. Idealmente, os tokens ficam retidos em um smart contract de vesting que automatiza os repasses, e não na carteira da equipe dependendo apenas de promessas.
Para quem faz hold, o vesting é crucial porque cada unlock aumenta o supply disponível para venda. O supply circulante pode crescer bem mais rápido do que a demanda, e unlocks expressivos pós-cliff coincidem com quedas acentuadas de preço geradas pela realização de lucros. Um token pode parecer barato se analisado apenas pelo market cap, enquanto seu Fully Diluted Valuation (FDV) — que contabiliza tokens ainda bloqueados — revela um cenário oposto.
Analise a tokenomics para checar o cliff e a curva de liberação de cada categoria, comparando os próximos unlocks com o volume diário e a liquidez do ativo. Depois, confirme on-chain: encontre o contrato de vesting no block explorer e valide se ele realmente custodia os tokens e aplica as regras descritas. Se os tokens da equipe ou de investidores estiverem em uma carteira comum com permissão de transferência a qualquer momento, o vesting anunciado não passa de retórica.




